Odontometria eletrônicawww.endodontia.com.brCaixa de texto: Qual o estudante de Odontologia em fase pré-clínica, ou mesmo ainda o mais experiente e habilidoso endodontista, que não experimentou o desagradável resultado de uma interpretação errônea da posição de um instrumento inserido no interior do canal radicular, principalmente no que concerne ao posicionamento apical (Figura). A dúvida frente a este importante passo da terapêutica endodôntica invariavelmente cria uma expectativa nociva ao operador frente a resolução do caso (a incerteza de estar instrumentando apenas o canal radicular ou a continuidade do forame e ligamento periodontal apical, p.e.). Muito além que uma simples confirmação, a prova radiográfica do cone servirá para amenizar esta dúvida, tornando-se avalista da continuidade do tratamento até a obturação. 
Analisando unicamente o propósito fundamental básico da prova radiográfica do cone, alguns questionamentos poderiam ser elaborados. Seria o momento da prova radiográfica do cone o tempo operatório mais apropriado para a verificação e confirmação do comprimento de trabalho? Seria sensato que, depois da elaboração de toda instrumentação, com os requintes que compõem esta difícil fase operatória, este importante procedimento seja avaliado quanto ao seu ponto terminal, sem que isso determine um comprometimento parcial ou total de toda operatória? Não seria prudente que o operador controlasse sua instrumentação, em relação ao limite apical, desde seu início até o refinamento do batente apical?
O exercício da clínica endodôntica reserva alguns axiomas paradoxais. Um deles versa sobre o posicionamento apical da instrumentação/obturação do canal radicular. Da maneira que foi convencionado, o resultado do tratamento endodôntico primeiramente sofre uma avaliação pela posição apical de sua obturação. Não obstante ser de conhecimento geral que a localização do forame apical não enseja invariavelmente o vértice radiográfico apical17, a maioria dos profissionais usualmente recorrem a este ponto no sentido de balizar a qualidade final do tratamento. Desta maneira, o operador centraliza suas atenções para a região apical, certo que receberá informações pertinentes à situação dos tecidos periapicais daquele elemento, subsidiando sua hipótese diagnóstica e delineando seu plano de tratamento. Em síntese, na prática diária, convencionou-se que o sucesso do tratamento endodôntico está vinculado ao posicionamento apical de sua obturação. Ainda que parcialmente verdadeira, esta postura indiretamente colabora com a fundamentação da importância da correta identificação e manutenção do comprimento de trabalho na técnica endodôntica.
Caixa de texto: A Odontometria no contexto da terapia endodôntica
Caixa de texto: Considerações gerais
Caixa de texto: Modelos de localizadores
Caixa de texto: Livro texto de odontometria
Caixa de texto: FAQs sobre limite apical

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