Odontometria eletrônicawww.endodontia.com.brCaixa de texto: Dentre tantas indagações sobre o tratamento endodôntico, uma interessante expressão parece sintetizar eficazmente a filosofia que norteia a execução clínica da operatória endodôntica: “A fase mais importante da Endodontia é aquela que estamos realizando”. De uma maneira clara e sintética, o autor (C.R. BERGER) explicita a realidade da prática clínica, uma vez que todos passos são importantes, interdependentes e, realizados com êxito, convergem para o sucesso do tratamento. Não obstante concordar plenamente com esta posição, o convívio diário com a especialidade e sua relação com a clínica generalista, nos mostram uma diferente tendência de postura profissional que, no mínimo, peca pelo simplismo que avalia o resultado final do minucioso e complexo tratamento endodôntico. Ao defrontar-se com uma radiografia para exame de um dente tratado endodonticamente, quase que invariavelmente o clínico analisa, em primeira mão, o nível da obturação, relacionando este ponto com a presumida posição da saída do forame apical. Ato contínuo realiza o diagnóstico, prognóstico e plano de tratamento baseado nesta relação, definindo a intervenção que seria mais adequada para o caso.
A situação acima descrita não é uma regra sem exceções. O senso clínico e o conhecimento prévio das bases biológicas e técnicas do tratamento endodôntico não se resumem apenas à análise do aspecto nível de obturação, sendo que operadores mais razoáveis e cautelosos avaliam o conjunto apresentado parcialmente pela imagem radiográfica, acrescentando dados clínicos à história pregressa do caso. Porém, pelo menos em um primeiro momento, a observação crítica do limite apical de obturação ocorre, mostrando a importância deste passo operatório do tratamento endodôntico. 
Ainda que o resultado da Endodontia seja uma complexa derivação de vários procedimentos durante a operatória, parece que foi consagrado como regra geral a equivocada prática de avaliação do tratamento a partir da observação de seu limite apical, prioritariamente à análise dos demais detalhes que, tão importantes quanto a posição apical da obturação, colaboram para o sucesso do tratamento. O limite da obturação, alcançado a partir da orientação, durante a instrumentação, do comprimento de trabalho, este baseado no conhecimento do limite apical de instrumentação, corrobora com a hipótese da importância da interdependência de fases operatórias.
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