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7. Qual o procedimento clínico frente a um dente cujo diagnóstico aponta para um abscesso dento alveolar agudo na fase inicial?

 

O abscesso dento-aloveolar agudo é, reconhecidamente, uma das situações mais delicadas no manejo dos procedimentos operatórios endodônticos, quer pela sintomatologia dolorosa referida pelo paciente, quer pela peculiaridade de suas fases (inicial, em evolução e evoluído), indicando propedêuticas diferentes para a resolução do caso.  A fase inicial é caracterizada principalmente por dor localizada e intensa, exacerbada pela palpação digital apical e percussão vertical. Normalmente precedida de histórico de dor, a evolução do caso usualmente é relatada com detalhes pelo paciente, sendo o diagnóstico diferencial das demais fases, além da dor intensa e localizada, a ausência de tumefação em tecido mole adjacente, sensação de dente “crescido” pela extrusão ante a presença de edema e possível discreta mobilidade do elemento dentário. Uma opção para procedimento operatório nesta situação recai em bloqueio anestésico, desinfecção e isolamento do campo operatório, acesso, localização e patência foraminal, instrumentação progressiva com copiosa irrigação (hipoclorito de sódio a 2%), e medicação intracanal (hidróxido de cálcio com veículo aquoso) e restauração provisória. O controle da dor pós-operatória com antiinflamatório deve ser indicado, com a prescrição de antiinflamatório não-esteróide (AINES) por um período mínimo de 24-48 horas, a depender da avaliação clínica da gravidade do caso e do sucesso nos procedimentos operatórios de drenagem.

 

SIQUEIRA JR, J. F. Tratamento das emergências endodônticas de origem infecciosa. In Tratamento das infecções endodônticas. Medsi, 151-3, 1997.

 

GUTMANN, J. et al. Problems solving in endodontics: Prevention, Identification and management, 3 ed, Mosby, 204, 1992.

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