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6. Qual o momento ideal da prescrição de medicação sistêmica no controle da dor odontogênica de origem pulpar, e que tipo de medicação seria a mais apropriada?

 

Na maioria dos procedimentos endodônticos, a dificuldade de modulação da dor é geralmente encontrada apenas na primeira sessão. Uma vez encontrando as entradas de canais e obtendo-se acesso foraminal, tanto nas situações de pulpectomia como nos casos de esvaziamento do conteúdo do canal radicular, a instrumentação, obedecendo aos princípios básicos de assepsia e manutenção do comprimento de trabalho em um limite ideal, diminui sensivelmente o quadro álgico instalado. Embora seja o escopo deste procedimento a cessação total da sensibilidade dolorosa, nos casos onde a dor pré-operatória existia em um grau de desconforto considerável, recomenda-se que uma medicação antiinflamatória sistêmica seja indicada por um ou dois dias após a intervenção, seguindo a posologia sugerida pelo laboratório responsável. Ao prescrever este tipo de medicação, o clínico deve evitar recomendar “tomar a medicação em caso de dor” na receita, uma vez que isto sugere que o paciente não deve usar o medicamento a não ser que esteja sentindo dor, quando, na verdade, o objetivo da modulação da dor pós-operatória com antiinflamatórios é justamente evitar que ela ocorra. É mais fácil manter o paciente livre de dor do que eliminar a dor uma vez que ela reaparece. Este procedimento deve ser acompanhado atentamente pelo clínico, programando um retorno em tempo hábil ou até servindo-se de um contato telefônico. 

 

MALAMED, S. F.: The management of pain and anxiety. In Coen, S.; Burns, R. Pathways of the pulp, 7 ed, Mosby, 631, 1998.

 

GUTMANN, J. et al. Problems solving in endodontics: Prevention, Identification and management, 3 ed, Mosby, 208, 1992.

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