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5. Quais as causas mais comuns de falhas no bloqueio anestésico do nervo alveolar inferior ante a necessidade de tratamento endodôntico em dentes inferiores?
Os dentes póstero-inferiores são talvez os mais difíceis de alcançar um bloqueio anestésico adequado, principalmente quando se objetiva o tratamento endodôntico. As razões ainda não estão claramente entendidas, apontando para um conjunto de situações que, atuando simultaneamente, definem a dificuldade de anestesia desta região. Entre as mais conhecidas, destacam-se:
· A ansiedade do paciente, que diminui consideravelmente o limiar de dor, alterando a percepção dolorosa; · A grande incidência de inervação acessória da região mandibular; Neurônios e correspondentes axônios inervando um tecido inflamado possuem alterações em seu limiar de excitabilidade e capacidade de condução do estímulo nervoso. A ação específica de alguns mediadores químicos presentes no processo inflamatório afetam as fibras nervosas, diminuindo consideravelmente a ação do anestésico.
Alguns princípios básicos podem ajudar na execução do bloqueio anestésico:
¨ Realize a infiltração com propósito de anestesiar a inervação acessória após o bloqueio mandibular realizado, esperando o sinal dos lábios indicando anestesia profunda; ¨ Aplicar um terço da solução anestésica em volta do dente afetado; ¨ Utilizar um bloqueio mentoniano e/ou infiltração no milo-hióideo para os molares inferiores; ¨ Não iniciar os procedimentos até que o dente afetado suporte testes como percussão e térmico com frio sem desconforto.
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