


|
Equipamentos e materiais |
|
Novidades comentadas |
|
© Copyright Endotrade. Todos os direitos reservados. |
|
4. Na situação descrita anteriormente, caso o operador tenha certeza do dente envolvido, e o mesmo tendo apresentado polpa com vitalidade pulpar, qual a causa possível de dor após intervenção?
Dor pós-operatória em casos de pulpectomia de polpa vital hígida não deveria ser freqüente. Nas situações de remoção intencional do tecido pulpar hígido (por exemplo, em dentes cujo planejamento envolve reabilitação protética com instalação de núcleo intracanal), recomenda-se que o operador informe o paciente da possibilidade de dor pós-operatória fraca, ou mesmo ausência de dor. Caso ocorra dor mais intensa, a remoção incompleta do tecido pulpar pode ter sucedido, sendo esta situação mais propicia aos dentes multirradiculados. Um sinal bastante manifesto do exposto apresenta-se quando do desaparecimento do efeito anestésico, seguido de intensa dor evidenciada pelo paciente. A completa instrumentação dos canais radiculares, ensejando especial atenção à correta determinação do comprimento de trabalho, normalmente diminui sensivelmente a sensibilidade, resolvendo a questão. É fundamental o acompanhamento destes detalhes pelo operador, antes que o paciente faça uso, neste momento, inadequado, de medicação sistêmica antiinflamatória. Caso o paciente seja medicado, por recomendação do dentista, ou mesmo por julgamento próprio, a sintomatologia pode ser mascarada, podendo causar confusão no diagnóstico da origem da dor. Nos casos onde o diagnóstico apontou para uma pulpite irreversível, o procedimento de pulpotomia emergencial ou pulpectomia normalmente levam ao decréscimo sensível da dor pós-operatória. Notadamente, o comprometimento maior ou menor do tecido, assim como a contigüidade do processo inflamatório para a região periodontal apical, pode levar à demora no declínio da dor. Neste sentido, o perfeito diagnóstico do estado inflamatório do tecido pulpar, assim como a instrumentação obedecendo aos critérios de assepsia e determinação de um apropriado limite apical, contemplará o sucesso do caso. Nestes casos, o controle da dor pós-operatória com medicação sistêmica antiinflamatória não esteróide (AINES) por um tempo determinado (normalmente de 24 a 48 horas pós-pulpectomia) está indicado.
HASSELGREN, G.; REIT, C. Emergency pulpotomy: Pain relieving effect with and without the use of sedative dressings. JOE, 15, 254-6, 1989.
HARRISON, J. W.; BAUMGARTNER, J. C.; SVEC, T. A. Incidence of pain associated with clinical factors during and after root canal therapy. Part I: Interappointment pain. JOE, 9, 384-7, 1983. |